sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ah, se havaiano fosse um Georg Simmel...

Ouvi dizer nas letras que leio por hábito que o mar e o céu coincidem em ao menos uma linha, o que mais fortemente há quem faça por jogos sorrateiros entre constelações e movimentos ordinários. No marulho que persegue cada resvalar do vento, que impede ou impulsiona qualquer aproximação, é impossível deixar de considerar. “Nas estrelas está todo o passado, presente e futuro”, uma máxima que ora custa milhões, de dólares e de anos-luz. E pensar que eu queria escrever sobre o advento do rei-estrangeiro havaiano. Acabei falando, por carta, dos valores astronômicos que o capitalismo moderno não consegue deixar de praticar.

Que engraçado. Parece bom dizer que o céu e o mar coincidem na linha do horizonte.






(em homenagem ao quebradiço Querela)

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