segunda-feira, 31 de maio de 2010

Na falta de um perfil meu, fizeram um pra mim.

O Refrator, se pudesse,
dizia não à respiração


Mas, como não há jeito,
de cara azeda, ele prescinde do limão

E dá a língua pro Bourdieu,
as costas pro nosso passado anão

Come farinha de Euclydes El Corno com Machado,
deixaria até Drummond morrer sem pão

Das chamas do apocalipse só salvaria
Sua mulher, dois amigos, Vian, Django, um cão










(quase chorei com a homenagem. Lindo, caro AM. Lindo. Mas Euclydes El Corno é duca. Não entendi sua presença na fila. Questão de métrica?)

13 comentários:

ELA disse...

Não foi timidez, foi vergonha mesmo. Ficou mais bonito apagado. Pra não manchar a reputação do lugar.

Que bons amigos tem você. Denunciam sua carga literária para te descrever, bacana.

Vai colar lá no lugar do perfil?
Só pra contrariar, aposto que não...

A cara azeda é bem a imagem que eu tenho sua, com todo o respeito e admiração.

Abraço,

Michelle

(louvor ao freelancer? não leu meu texto direito! tava passando com pressa?)

Refrator de Curvelo (na foto do perfilado, restos da reunião dos Menos que Um) disse...

Não foi pressa. Foi uma caricatura. Mas vê bem, lendo com menos generosidade - que é quando o leitor se importa com o que se pasa - e me diga se não há uma superlativação do bom-futuro na crise que, diga-se de passagem, é a tônica da vida na sociedade de mercado moderna.

Fé no futuro e modernidade é uma combinação que sempre acaba em genocídio.

Quando estivermos ao vivo, tomando umas cangibrinas, fuçamos essa idéia.

(e vergonha, querida, é sinal de caráter. Parabéns.)

Refrator de Curvelo (na foto do perfilado, restos da reunião dos Menos que Um) disse...

[se quiser mando a tradução pra ti. mas aqui estraga minha fama de mal. find me at facebook.]

ELA disse...

Não quero a tradução.

O leitor que lê com menos generosidade é o melhor, está em extinção. Portanto, agradeço.

Informática, internet já não é mais modernidade, só realidade. Por isso, não haverá extermínio nenhum, deixe de ser apocalíptico.

Olha, peço um help... É que me deu na telha de escrever sobre privacidade. O motivo? Vários. Além de ter um cara jornalista pros lados de cá (Miguel de Sousa Tavares) - tem fama de cara azeda, deve ser que nem a sua - que eu aprecio e que vive falando na defesa da dele. Nem Facebook ele tem.

O tema é passível de publicação, tendo em vista a displicência das pessoas em relação às informações que publicam na Internet. E o voyeurismo como mania nacional (BBB 1, 2, 3, 4, ...), daí, não daqui. Mas como é daí que vim... Enfim.

Levando em consideração o seu perfil lastimável (talvez agora nem tanto, se você colar os versinhos carinhosos lá), penso que deveriam haver mais perfis como o seu. Pouco simpáticos, só que menos exibicionistas.

Levando em consideração seu sarcasmo e costumeira leitura pouco generosa, acredito na sua resposta elucidativa para me ajudar a desenrolar o tema.

É favor, meu caro amigo, reponder-me a questão: o que a privacidade significa pra você? Por quê?

Tudo bem, pode embutir as piadinhas na resposta, já tô acostumada. A resposta em si é o que interessa.

O que preciso mesmo é organizar minhas ideias diante da importância da privacidade, para ver se jogo a merda no ventilador pra todo mundo ser obrigado a cheirar.

Obrigada pela colaboração, se possível.

Até,

Michelle

AM disse...

Amigo, o Euclydes é enigmático pra mim tb, mas uma vez mencionado sua pouco interessante mas efetivamente trágica cornura solicita menção. :)

Um pouco mais a sério, talvez ele tenha aparecido porque outro dia estava pensando na viagem dele aos Purus e pensei em vc, por pensar que aquela época é, tb, a sua. Ou mais ou menos, pois é a minha tb. :)

Refrator de Curvelo (na foto do perfilado, restos da reunião dos Menos que Um) disse...

Privacidade? O que significa pra mim? Não digo. É privado.







(era isso que você esperava? Se não, vide meu volume de Filosofia em uma Cacetada Só, ou Duas Vai, sobre Bruno Latour. No blog meu mais perto de você.)

Refrator de Curvelo (na foto do perfilado, restos da reunião dos Menos que Um) disse...

Sobre genocídio: quantos desde os anos 50 do século XX até agora? Sabe fazer a conta, ou se dá pra procurar? Morte de gentes?

ELA disse...

Não achei sobre Bruno Latour.

Por que é que, de vez em quando, você não age como uma pessoa normal e simplesmente me repassa um link?

Não exija muito das minha capacidades mentais, sou diferente de você.

Refrator de Curvelo (na foto do perfilado, restos da reunião dos Menos que Um) disse...

http://docurvelano.blogspot.com/2009/11/filosofia-numa-cacetada-so-ou-duas-vai.html


E se quer uma entrevista, já dei. Está num desses sites de relacionamento com nome marroquino, numa comunidade de antropologia social.

Repassado o link eu me pergunto: você está empenhada em acabar com a minha fama de mal? Justo agora que ela está prestes a pagar minhas contas?

ELA disse...

Hum... Nada novo por aqui... o arraiá foi animado, hein?

ELA disse...

Corpo... água... encontro... Sei não, tá parecendo mais isso.

O que escrevi tem um sentido só. Já o que você escreve, infinitos.

Refrator de Curvelo (na foto do perfilado, restos da reunião dos Menos que Um) disse...

Corpo: uma extensão no espaço. Qualquer quantidade discreta de matéria, ainda que fenomenólogos de então estejam divulgando a arte como agência de objetos. Felizmente, um corpo não é o mesmo que um objeto. Só isso, exatamente como grãos de chá.

Já o arraiá foi fogo na jaca. Boa parte das melhores pessoas que conheço envolvidas num festejo só: vó, esposa, irmãos, amigos, desconhecidos. Faltou gente, mas sempre falta. Por exemplo, Django, AM e Boris Vian.

Refrator de Curvelo (na foto do perfilado, restos da reunião dos Menos que Um) disse...

(o que eu escrevo, Michelle, não faz sentido algum. É pura trucagem, do tipo Monga, a Mulher-Gorila.)